Existe solução para jogadores problemáticos?(9 comentários)
Não adianta! Por mais que torçamos, rezemos ou façamos qualquer coisa para não ter um jogador causador de problemas em nossas mesas, uma hora ou outra eles acabam aparecendo… É incrível como isso acontece quando menos esperamos e o pior, de onde menos esperamos!

Já estou cansado das vezes que tive de parar uma sessão, fosse em que momento fosse, por causa de um jogador que estava causando algum problema. Não que eles estivesse atrapalhando de modo proposital, o que teria sido péssimo e todos os jogadores teriam reclamado, mas às vezes, tem uns jogadores que abusam.
Volta e meia me deparo com os jogadores que “comem” os livros e se faço alguma coisa diferente do livro eles prontamente abrem a boca para reclamar e dizer que no livro, não é daquele jeito, a regra é outra e velha bola-de-neve de sempre. O que é pior, mesmo dizendo que é uma mudança, uma adaptação feita para poder adaptar o cenário ou aventura, há quem insista em dizer que não posso fazer isso, que não é assim que está nos livros…
Ora bolas, logo no começo da grande maioria dos livros, vem quase que em um letreiro luminoso a tal da regra de ouro, que é a tal da “regra” que temos o poder ou possibilidade de adaptar ou, simplesmente, deixar em segundo plano as regras, em prol da diversão e do roleplay. E é isso que sempre faço, mas, embora o faça, esses jogadores de regra insistem em querer que eu jogue do jeito deles!

Isso acaba frustando a gente, quanto mestres. Se o jogador quer tanto jogar sobre as regras, do jeito dele, por que raios ele não se candidatou a mestrar-narrar? Já falei aqui o quanto pode ser complicado criar uma aventura e esse jogadores parecem sequer pensar nessa possibilidade e simplesmente procuram um “deslize” – que nem o é – para abrir a boca e acabar atrapalhando a sessão.
Certa vez tivemos eu e um narrador, contra um outro jogador da mesa, uma discussão de quase 40 minutos, porque o jogador não estava aceitando as atitudes que eu pensava e os modificadores de rolagem que o narrador impunha, numa mesa de Vampiro.
Como sempre descrevo bem minha ação – no caso, procuro descrever – fica mais fácil para o narrador avaliar e aplicar as reduções ou bônus. Por sorte, minhas reduções eram pequenas e, como minhas fichas sempre amparam bem minhas ações, eu me saia bem, enquanto ele se saia mal e recebia reduções maiores que as minhas… Enfim, uma lástima, na minha opinião.
Há ainda, aqueles jogadores que são do contra. Não do contra nossa opinião, como o caso anterior, mas sim, contra o grupo. Se o grupo tem cinco pessoas e quatro decidem que o melhor caminho é pela direita, ele birra e discute para ir pela esquerda. Ok, o caminho que ele escolheu pode ser o melhor, mas era para ser uma decisão de grupo, não é verdade?

Enquanto mestre, já vi caso de um dos jogadores, simplesmente, deixar o grupo, ir para o lado que ele tinha escolhido e, no fim das contas, ele acabou sofrendo uma maldição que eu tinha criado exatamente para aquele caminho, que era para, na verdade, pegar o Brujah do grupo, que estava muito pra frente…
Tem tantos outros casos, mas faria desse post uma verdadeira bíblia! Mas, afinal, será que há solução para esse tipo de jogador? Particularmente, eu acho que sim, há solução, não que o jogador deva parar de desconfiar das regras aplicadas pelo mestre ou discordar dos caminhos escolhidos epelo grupo, mas, fazer isso o tempo todo acaba diminuindo o ritmo da sessão, muitas vezes, tirando o clima todo!
Para mim, a primeira solução é dar uns toques, off-game, na hora da parada pro lanche ou qualquer coisa do tipo, sem que os outros vejam, para não chamar tanta atenção. Se ele continuar, fale na frente dos outros, que terá o apoio deles. Se continuar insistindo, infelizmente, ou você dá um jeito de “neutralizar” o personagem dele ou então, na atitude mais drástica, para a sessão ali. Pode ser um tanto quanto radical, mas as vezes é a única solução.
Então, digam aí, o que vocês fazem para lidar com esses jogadores? Contem suas desventuras com algum jogador chato/problemático com quem vocês já jogaram além, é claro, de deixar seus comentários sobre o post! Abraço a todos e até a próxima!
Cara, acho que isso deve acontecer em 90% das mesas, sempre tem um jogador mala… querendo discutir as regras, dizendo que o mestre tá roubado ou não concordando com atitudes dos Npc´s. Quando isso acontece eu simplesmente digo: ‘eu sou o mestre, e quero que seja assim.’ Mas só faço isso também em casos extremos, já que fica chato dar uma de mestre mauzão…
Ai isso dá tema de goblincast… rsrsrs
Mané, depois me passa o msn… abração
Na pressão. Se não resolver, convide-o a sair do grupo ou ser o mestre e faça com que ele sinta o que é ter um jogador sem noção.
Escrevi este poste que aborda isso, embasado em filosofia e psicologia (uma amiga):
http://rpgpara.blogspot.com/2010/03/saber-poder-e-rpg-relacoes-humanas-no.html
Gilson
.-= Gilson • RPG • Educação´s last blog ..{RPG e Educação} Juventudes, linguagens e RPG =-.
Geralmente eu não sigo muito as regras.
Mas no exemplo que foi dado, sobre o personagem do contra, eu exijo que ele explique e tente convencer o grupo de ir por onde ele quer, ou fazer do seu jeito. Se ele não conseguir, ele vai com o grupo.
.-= Mornaax´s last blog ..mornaax: xD RT @vinnywm: Terremotos, tsunamis e tornados! Bom dia mundo que está acabando! =-.
@Fernando – Pois é, cara… Tema para GoblinCast! X] E vejo que o negócio é para agir assim mesmo em casos extremos, mesmo que fiquemos taxados de mestre “tr00 do mal”
. Já enviei, para o email que tu usou aqui, o meu msn!
@Gilson – Gostei do teu artigo, muito embora possa, a primeira lida, espantar um pouco, já que tem um tom mais técnico/científico, mas faz notas bem pertinentes à relação mestre-jogador! E me deu idéia de post o/
@Mornaax – Mas as vezes, pedir que ele explique não adianta, porque alguns sequer conseguem explicar o porque, é simples e pura birra e não querem seguir com os outros… Como fazer, saca? Porque não podemos, simplesmente obrigar os jogadores a fazer algo, assim na cara dura… Até obrigamos eles a fazerem, mas sutilmente…
Abração aos três, valeu pelos comentários \o/
Eu sou um cara afortunado nesse aspecto!
Não tenho nenhum jogador problemático! Meus jogadores são exemplares, eles se preocupam com a diversão, não engolem livros, não contextam as regras que eu digo (A menos que falte lógica à alguma delas), não entram em discordancia em off (Apesar de haverem discordâncias entre os personagens dentro do jogo)… Em suma, adoro meus jogadores!
Esse é realmente um problema chato…. Os bons grupos de RPG não se formam da noite para o dia. Exige um filtro natural que vai deixando aqueles jogadores que têm uma afinidade.
Sempre que a diversão for superada por problemas desse tipo só podemos esperar por cooperação depois de darmos um aviso e depois (infelizmente) não convidar mais o cara.
Até hoje me lembro de um caso desse tipo. Participei de um live de Vampiro depois de quase dois meses de organização e quase cinquenta pessoas… Por causa de uma vírgula que disseram que estava fora de lugar, perdemos meia noite em brigas e sem nenhuma diversão!
.-= João Eugênio Brasil´s last blog ..Curso de Heráldica =-.
Hi, Joes.
Quando vou narrar já aviso como as coisa vão funcionar, incluindo o que mudo nas regras. Às vezes paro a sessão para questionar “Isso não tá funcionando? Desse jeito fica melhor?”. Se um jogador me lembra de algo que esqueci (e como esqueço), tudo bem, está ajudando. Mas ficar afirmando “no livro de regras não é assim” é um saco. Seguir qualquer coisa ao pé da letra é problemático. Alguém lembra da Inquisição e outros grupos fanáticos?
Até.
.-= Juca 999´s last blog ..O Mestre Mandou… =-.
Já ocorreu de um jogador da minha mesa. Certa vez fiz uma aventura,com foco em o resgate de uns camponeses de um bando de trolls que era lidera por uma Hieraco-esfinge (LM 116). O player-mala insistiu que deveria dar uma olhada nos tesouros da esfinge, e o grupo não, o druida conseguiu uma rolagem de conhecimento que revelou que o grupo não estava preparado para o desafio. Bom eu falei: você pode ir, mas espera um pouco que agora é a vez do grupo agir. Vai anotando aí como você vai entrar e tals. Depois de enrolar ele um tempão, e fazer a aventura rolar para o pessoal do grupo, na hora do lanche joguei com ele essa parte. Depois terminei a sessão do grupo ( no jogo eles foram para aldeia festejaram, pegaram as camponesas estilo alemãs Oktoberfest). E depois o cara quis dar um furtivo na esfinge, que até levou o golpe (como sou bom), mas depois de duas patadas o cara teve que perder opersonagem… Bom depois disso ele aprendeu como o trabalho em grupo era uma coisa importante. Não adianta ser o ladino/barbáro-mega-bombado, sem o clérigo, o mago, o guerreio, ou o arqueiro…
Ele percebeu que enquanto ele tava de birra, o grupo estava se divertindo, completando a missão, salvando camponeses, ganhando PO e XP… e ele bom; teve que esperar a vez de jogar; jogou uns 40min enquanto a galera jogou umas 4h, e teve que perder um personagem de nível bom com uma rolagem que incluía 2×18 de tributos. Depois mostrei pra ele a ficha do monstro, pra ele se alcamar e perceber que levou só 2 porradas fracas e morreu. Ele até falou; sacanagem véi colocar um ser tão forte no caminho do grupo… aí a galera caiu no riso e todo mundo disse; cara não tava no nosso caminho esse bicho, vc que foi atráz.