A morte de um personagem(11 comentários)
Depois de passar pela “recente morte” do RPG do Mestre e sua consequente ressureição, a idéia para escrever esse post me veio à cabeça intantaneamente! E é disso que vim falar agora: A morte de um personagem e como lidar com isso!

Quem é que gosta de ter seu personagem morto? Principalmente se você passou dezenas de sessões desenvolvendo ele e já tinha conseguido transformá-lo naquele que todos vão lembrar? Ninguém, creio eu… Mesmo quando se faz um personagem nem tão bem desenvolvido assim, a gente fica, digamos, triste, quando ele perece durante uma batalha ou aventura…
Então, eis que surge a primeira questão… Por que só quando estamos com poucos pontos de vida ou realmente perdemos nosso personagem que pensamos nisso? Dos jogadores que vejo nas mesas que mestro, poucos são aqueles que realmente pensam assim. Na maioria das vezes, eles simplesmente fazem o personagem ir lá, sem medo de qualquer coisa que venha, quase como se fossem imortais ou como se os personagens fossem um mero objeto…

Algo que gosto de tentar trazer para minha mesa é a verossimilhança. Como que alguém, por mais batalhas que já tenha enfrentado, não vai temer pela própria vida? Por que que tem de se meter em todos os cantos, sem saber o que esperar atrás de uma porta ou simplesmente arriscar a vida por algo que nem é certeza que dará certo? Isso seria motivação o bastante para você?
Ok, você tem seus motivos,vai lá, luta e tudo mais. Mas chega um momento que você não previu ou que não pode evitar e seu presonagem morre! O que você faz? Porque, para o grupo, pode ser legal, é um desafio tentar trazer seu personagem de volta a vida. Contudo, se seu mestre não criar uma sub-história para você, enquanto espírito, alma, seja lá o que for, você terá de esperar seu grupo reviver seu personagem e ficar sem jogar… Ou então, tentar criar uma saída criativa com seu mestre para você continuar jogando!

Por saídas criativas eu digo, por exemplo, transformar seu personagem em zombie e torná-lo jogável. Seria estranho, a primeira vista, um grupo andando com um zombie, isso é, se quando eles o vissem não o tentassem destruí-lo, mas seria legal, abriria todo um leque de opções nas sessões! Por exemplo, você poderia entrar disfarçado como mais um zombie, próximo a tumba de uma múmia; Teria a chance de passar por armadilhas que poderia envenar/matar facilmente qualquer outro do grupo; E, ainda por cima, poderia ser revivido enquanto continuava jogando com seu personagem!
Ou então você poderia conversar com o mestre e desempenhar o papel de um personagem do mestre! Já vi revira voltas magníficas por conta de personagens do mestre controlados por jogadores! Em uma mesa que joguei já aconteceu isso e, para piorar, o jogador que controlava o personagem do mestre, controlava o vilão da campanha, que sabia de tudo o que o grupo queria, tentaria fazer e tudo mais, forçando-os a pensar melhor em como arranjar outras soluções na batalha final…

Digam se essas alternativas (sub-história enquanto espírito; zombie; personagem do mestre) não são bem melhores que simplesmente criar um novo personagem o qual você terá de se readaptar, tentar criar aquele feeling que você tinha com o outro, não é verdade? A meu ver, isso é bem mais legal, torna as sessões bem mais interessantes!
Eis aqui, uma pequena lista com alguns post interessantes que também falam da morte de personagens:
- Dilema no RPG: A Morte
- Morte, o grande momento da criação de personagens
- Iniciativa 4e #20 – Morte
- Quando o pior acontece…
- Frases antes da morte
E então, como vocês lidam com a morte de personagens na mesas/sessões de vocês? Deixem suas impressões e sugestões nos comentários!
Até o próximo post!
Quando narro, analiso porque o personagem morreu: se teve a ver com a personalidade e histórico ou se foi uma h-da qualquer. Se o 1º for válido e o grupo quiser, tenta-se reviver o sujeito (se o cenário permitir). Caso contrário, menos um na mesa.
A idéia de zumbi e espírito é muito legal. Mas acho que nem todo grupo aceitaria com facilidade.
Continue a jornada. Promessa cumprida.
Até.
.-= Juca 999´s last blog ..O que é esse tal RPG? =-.
Bem legal a maneira de lidar com a morte, como eu normalmente mestro All Flesh Must Be Eaten e Exalted, que são dois cenários de alta letalidade, eu não tenho dó de matar personagem e mandar fazer ficha nova. Principalmente se a morte foi causada por estupidez do jogador.
Quanto a reviver como Zumbi, essa história de que o grupo vai atacar depende muito do grupo, recentemente na Taverna do Goblin estávamos discutindo sobre como alguns elementos são esteriotipados no RPG, e um zumbi é sempre visto como vilão, e como você mostrou, pode ser bem útil no lado dos heróis.
Já essa de dar personagem do mestre pra jogador eu nunca pensei, acho que fica meio estranho, já que a maioria dos jogadores tem um apreço muito grande por “sua criação”, e podem ficar descontentes se o personagem não tiver a “sua cara”. Mas são ótimas saídas para esse triste momento que é a perda de um personagem.
.-= L.G.B. Paiva´s last blog ..1d6 Monstros – Diabos Verdes (Orcs) =-.
@Juca
Pois é cara, nem todo grupo aceitaria, infelizmente… Mas quando aceitam é muito boa alternativa o/
@L.G.B. Paiva
É até meio estranho dar um personagem do mestre para um dos jogadores, mas sabendo colocá-lo como um novo “falso-ajudante” e tendo sido criado pelo jogador, seria até uma maneira diferente de criar tensão e suspense na sessão o/
E sim, há muitos estereótipos mesmo, o zumbie carrega muito desse fardo, por mais que muitos digam que são mente aberta ou que não são jogadors old school, etc, na verdade sempre tem esses preconceitos (não ruins, mas mais voltados para o lado de pré conhecimento, por assim dizer)
No mais, vida longa pra todos os personagens maravilhosos que criarmos!
Abraço!
Aqui está um tema favoritado.
Rapaz, a morte dos PJs sempre me deixa “mals”, como narrador. Detesto jogador com cara-daquela-parte-do-corpo-que-você-imagina. Mas é a vida: fria, seca, complicada, absurda e divertidamente irônica quando comemos ela com alface.
Olha, eu acho válido um jogador pegar um PdM. Contato que ele queira mais do que o mestre e que ele seja o mais cabeça fria do grupo.
.-= Jagunço´s last blog ..Darkmundo #0 – Questão Primária =-.
@Jagunço
Pois é cara, ter de ver um jogador ali na mesa, sem poder jogar é complicado, principalmente quando temos boas horas jogo pela frente…
E sim, um jogador deve ser beeem frio, quando joga com algum PdM e realmente tem de querer, porque jogar por jogar não teria graça o/
Valeu pelo comentário e até mais o/
Carambaaaa
Perdi contato com o blog desde que ele sumiu…
Já volto lendo esse incrível post!
Como todos dizem ai a morte é algo realmente chato. Mas eu gostaria de levantar aqui a questão que o Mestre falou dos jogadores não temerem pela vida dos seus personagens…
Acho que um RPG onde isso é extremamente visível é em D&D. Personagens em D&D possuem muitos pontos de vida, ou seja,podem levar muito dano e não morrer e se curam facilmente!
Se acontecer algo com o personagem e ele quebrar a perna como resultado de um ataque de ogro ele vai simplesmente requisitar uma cura do clérigo mais próximo e estará novo em folha na manha seguinte…
Acho que medo da morte do personagem pode ser mais visível em outros cenários por exemplo o Storyteller. Comecei uma campanha a pouco tempo e logo na primeira sessão meu personagem levou um único tiro que o fez quase falecer… É mais fácil de se dar conta da mortalidade de seu personagem querido diante desse sistema…
Será que teria como desenvolvermos regras para danos mais reais em D&D? Suspeito que sim.
Eu gostaria muitíssimo de uma regra para dano em partes especificas do corpo por exemplo, de maneira em que uma batalha pudesse ser encerrada não somente pela falta de pontos de vida, mas também pela perde de uma perna, ou a torção ou contusão da mesma… Acho que regras assim ajudariam a aumentar a riqueza do jogo, apesar de o deixarem um pouco mais complicado…
@Jay
Cara, pois é, tive problemas e tudo mais, felizmente você encontrou o caminho de volta ;P
Então, D&D, para mim é algo realmente mais fantástico, algo que morte fica bem em segundo plano – a não ser a dos monstros e adversários ;P – Acho que até esse sistema de “mais realismo” já para D&D tanto no 3.x quanto no 4e, vou dar uma pesquisada e depois te envio um e-mail!
Ah, Storyteller, meu bom e velho Storyteller. Embora tenha começa com Gurps e seja saudosista de umas belas sessões com ele, sou apaixondo mesmo com Storyteller… Foi o que me prendeu mesmo ao RPG… O cenário, a decadência o perigo e todo aquilo que o torna tão próximo do que a gente vive! Enfim, de longe, meu preferido o/
Valeu por ter visitado e sempre volte, cara! abração!
Em alguns casos a morte é um passo essencial para eternizar do personagem. Em outras palavras, apenas através da morte um personagem passa de herói a mártir.
Creio que quando falo RPG aqui, no teu blog, não me refiro necessariamente a um sistema medieval, certo? Bom, se assim for tenho um exemplo de jogo que ocorreu em GURPS/sistema próprio quando jogava com um amigo meu o melhor RPG da minha vida. Utilizamos os mesmos personagens ao longo de aproximadamente 2 anos, jogados a uma média de quatro a seis aventuras por mês com 4 a 8 horas de duração. Foi batizado como Cybers.
Lutávamos utilizando armaduras hi-tech e ao enfrentar o final boss, descobrimos que sua proteção era tão alta que não tínhamos chance alguma de atingi-lo de maneira eficaz com nossas armas. Precisávamos de um plano para perfurar sua armadura. Foi então que uma aliada nossa teve a brilhante idéia de utilizar seu núcleo de energia (o core da armadura), causando um curto-circuito que resultaria em uma grande explosão. Ela ficou gravemente ferida, mas conseguiu praticamente acabar com a armadura do boss… que saiu de dentro do seu exo-esqueleto e nos deu uma surra ainda maior, já que aumentou sua velocidade tremendamente. Agora nossos armamentos lhe causavam algum dano, mas praticamente insignificante e nos fez temer que a energia acabasse antes que pudéssemos destruí-lo. O que fizemos? Durante um ataque dele com toda a energia, no qual ele não conseguiria recuar, causamos um curto-circuito duplo, unindo a energia dos núcleos de nossas armaduras e assim criamos uma explosão que arrasou todo o local, destruindo a ponte sobre a qual lutávamos e também o boss.
Depois desse final épico, o mestre relatou acontecimentos futuros, as honras prestadas pelo povo, os agradecimentos, as obras que foram realizadas em nosso nome e o gancho para uma futura campanha… Foi sensacional! Acho que valeu muito à pena ter realizado esse sacrifício.
Esse é um tema muito interessante e sempre haverá experiências interessantes a relatar com respeito a ele.
Continue com os excelentes posts!
PS.: Nossa aliada também morreu, uma das coisas que nos ajudou a tomar a decisão final.
.-= Fenmarel´s last blog ..:: Mastering V :: =-.
@Fenmarel
Cara, claro que falo de RPG genéricamente! Apesar de citar muito aqui o lado medieval, meu vício mesmo é cyberpunk, gótico (mundo da trevas, arkanun).
Cara, achei muito massa o final dessa campanha de vocês, auto-sacrifício. Uma ótima idéia, mesmo sendo a única que parecia ser possível de ser feita…
Valeu mesmo pela visita e pelo relato! Não rendeu gancho só para o teu mestre não ;P
Abraço e volta sempre XD
Uma única vez fiz um mundo igual ao nosso e nele o personagem morto virou um fantasma que atormentava o mais sensível dos sobreviventes… Foi engraçado mas depois ficou chato
Depois disso, só mundos fantásticos onde o reviver estivesse relativamente ao alcance.
Gosto do conceito, usado na Tormenta também, onde quem ressuscita também dá-te um objetivo de vida. Eu sempre fiz isso e quando li que lá também era assim, me senti privilegiado E plagiado xD
Abraços.
.-= Mornaax´s last blog ..mornaax: RT @OCriador: A reencarnação é um recall que Eu faço da sua alma. =-.
@MornaaX – Apesar de achar que tenha comentado no post errado, mas entendi bem o que você quis dizer ;P a parte do fantasma realmente acaba se tornando chata pra caramba
Ressucitar e ganhar um objetivo de vida e tudo mais… Bom, tu se sentiu plagiado/privilegiado né? É o que sempre digo aqui, minhas idéias, muitos outros mestres-narradores também já tiveram, então é algo normal \o/
Abração e obrigado pelo comment \o/
.-= Erick Patrick´s last blog ..Humanos e fantasial medieval fantástica =-.