Humanos e fantasial medieval fantástica(13 comentários)

Algo que sempre me impressinou em mundos medievais de RPG foi a fantasia deles. Magia, monstros, raças e histórias! Tudo um pouco. Mas sempre quis jogar na “nossa” época medieval com essa fantasia, mantendo sempre o máximo de coerência com a história. Para isso tinha de fazer adaptações e a primeira delas foi a parte das raças.

Como moramos num mundo de uma ‘única raça’, a humana, manter elfos, orcs, halflings e outras raças jogáveis de mundo de fantasia seria bem complicado sem ter um motivo bem interessante para tanto. Então, resolvi pensar em algo que pudesse manter um leque de escolha pros jogadores, que pudesse diferenciá-los bem, como as raças o faziam, mas tivesse um porque de ser.

Enquanto procurava aqui e acolá algum acontecimento bombástico na história para que pudesse usar como base, acabou vindo a brilhante idéia, apesar de óbvia e que muitos mestres por aí já tiveram, creio eu: Cada raça, pode virar uma espécie de regionalidade.

É fácil entender: Elfos, meio-elfos e eladrins, que são esbeltos, graciosos e inteligentes, poderiam ser alguém nascido na Península Ibérica, já que – dizem – o pessoal de lá é/era assim, sem contar que a França e a Itália já foram consideradas grandes centros de estudos da idade média.

Os anões e orcs poderiam ser povos vikings, que tendem a ser fortes, possuem uma cultura mais voltada para guerra e coisas do tipo. Porém, como os vikings, apesar de honrados entre si e sua cultura, eram considerados rudes, vilões e alguns chegavam até a entrar no mundo da pirataria!

Como há uma distinção óbvia entre anões e bárbaros – a altura – os anões poderia ser aqueles mais próximos da Inglattera, Noruega, Suécia e Dinamarca, enquanto os bárbaros estariam mais para os Alemães, Poloneses e Ucranianos que tem tem um idioma “mais sujo”, na fala, por assim dizer.

Os halflings junto dos gnomos seria povos pigmeu, que são povos africanos, mas você pode colocá-los separados, os gnomos, que são mais morenos, para a África central, enquanto os halflings ficariam mais perto do oriente médio que, apesar de morenos, são mais claros que gnomos.

Até aqui tudo bem, essas são as raças mais comuns de jogos de fantasia medieval e tudo mais. Entretanto, temos no D&D 4e, por exemplo, o draconato e o tiefling. Para mim, os tiefling são muito parecidos com os sarracenos e turcos, devido ao ar exôtico, porém refinado, que eles tem. Assim, seriam “incorporados” pelo povo dali.

Já os draconatos viria de uma região como a Mongólia, devido àquela região ser próxima de áreas onde se aprende muita artes de luta, onde há muitas área gélidas, regiões montanhosas e vulcanescas, tudo o que pode gerar um porque de algum poder que mongóis tenham, já que, sendo o equivalente a draconatos e eles tem a baforada correspondente, nada mais jsuto, não?

Ou, caso tenha dragões na história, como no filme Coração de Dragão, os draconatos seriam descendente daqueles que obtivessem o segundo coração de um dragão, sendo, assim, uma maneira mais fácil de trazê-los para um mundo mais próximo da linha histórica que tivemos!

Dessa forma, talvez com seus próprios ajustes aqui e acolá, se tem uma única raça num cenário, porém, ainda permitindo aos jogadores uma grande variedade de escolha, mais perto do conceito de personagem que eles imaginam, já que a mecânica fica praticamente inalterada, somente o background é que muda!

Claro, claro, com certeza, alguém mais já tinha pensado nisso antes e já até deve ter falado por aí, mas vale sempre à pena relembrar ou trazer um outro ponto de vista, não é? Por mais que tenha sido mais voltado ao tema medieval e, aparentemente à D&D, podemos trazer isso para vários outros sistemas, como o Daemon, 3D&T, Gurps, Opera e por aí vai!

Espero que tenham gostado dessa minha pequena idéia! Gostaria de ouvir um pouco sobre o que vocês pensam, algumas dicas e críticas para melhorar e amadurecer essa idéia. Estava pensando em fazer um suplemento multisistema e gostaria de contar com a ajuda de quem pudesse. Obrigado a todos, abração e até mais!