Evolução(18 comentários)

Uma das coisas que os jogadores mais torcem quando jogam RPG é poder perceber que seu personagem está evoluindo, que está passando de level. Particularmente, é incrível a sensação quando se percebe que o personagem começa a fazer mais e mais atos heróicos e que talvez nunca antes – quando personagem e não jogador – se imaginasse poder fazer.

É unânime que todo jogador quer que seu personagem evolua. Entre os vários sistemas que existem por aí, essa evolução é mais óbvia em uns que em outros, já que contamos com o sistema de leveis para nos auxiliar nessa comparação de como o personagem está agora com o que já foi.

Porém, prefiro ver essa evolução de acordo com os desafios sobrepujados, não simplesmente pelos novos números ou bolinhas conquistados com o decorrer das sessões. É incrível ver o quão acostumado ao “trabalho” o personagem fica, percebendo traços de perigo e pistas para desvendar os mistérios em seu caminho.

Conseguir ver que o personagem evoluiu nesses pontos, não somente em valores, pelo menos para mim, mostra que não só ele cresceu e mudou, mostra também que você, quanto jogador, cresceu, foi capaz de pensar mais rápido, de interpretar melhor seu personagem, isso sim é gratificante! Óbvio, há quem prefira ver o lado númerico, somente, mas nem tudo são flores, não é verdade?

Então, voltando um pouco para o lado númerico, depois desse discurso pró-roleplay, venho propor uma nova idéia para aqueles que usam leveis para medir a evolução dos personagens. Muitos dos sistemas existente dão uma premiação em pontos de experiência para os personagens de acordo com que eles vão passando pelos desafios até que cheguem no valor mínimo para conseguir um novo level.

O que venho propor é um meio alternativo que talve ajude a quem não gosta de ficar somando, subtraindo e, pricipalmente, ouvindo pedidos de mais um ou outro pontinho de experiência para poder passar de level. O sistema é o seguinte: após um número X de encontros, digamos, entre 8 e 10 encontros, os personagens passariam de nível.

Os encontros, obviamente, não são só de combate. Desafios de perícias em situações de tensão ou desafios de roleplay, quem sabe, fariam parte. Esse meio facilita não só para os jogadores, mas para os mestres, que podem ter um controle maior sobre a evolução dos personagens e do grupo per si.

Vejam bem, fica mais fácil o mestre simplesmente marcar com “pauzinhos” quantos encontros cada jogador participou que sair somando o XP de cada um, não é verdade? Daí, mantendo em um bloquinho de papel ou mesmo numa planilha de computador, esses status dos personagens o mestre poderia focar em um ou outro de acordo com a necessidade que de re-balancear o grupo para que todos possam evoluir juntos.

Claro, isso é algo que deve ser decido se vale ou não como regras caseiras assim que o grupo for formado e antes de iniciar a construção dos persnagens, para que depois não haja complicações e um disse-me-disse. Infelizmente, só funciona para sistemas com leveis bem caracterizados, como em D&D.

Eu já fiz alguns testes usando essa alternativa e percebi que diminuiu, drasticamente, aquela necessidade de um ou outro jogador querer matar mais monstros ou querer resolver tudo sozinho só para conseguir mais experiência que os outros. O grupo parece que se volta mais para o trabalho em equipe, passa mais a se focar na tática e na resolução dos problemas.

Achei um ganho excelente nas mesas que o fiz esse teste. Quem sabe você testando na sua mesa também não funcione? Talvez até ajude a tirar um pouco o lado “video-game” que os jogadores novatos tem tido e trazido. Espero que vocês tenhm gostado desse post. Deixem o comentário de vocês ajudando a desenvolver mais ainda o tema, beleza? Abraço a todos e até a próxima!