Acabando e derrubando o mestre tirano(2 comentários)
Para não ser injusto e falar só dos jogadores que atrapalham as sessões, resolvi escrever também sobre os mestres que se acham no direito de acabar com a diversão dos jogadores. Então, vamos ao que interessa?

Em uma mesa comum de RPG, temos quatro ou cinco jogadores, sendo um deles, o mestre. Todos já sabemos disso. Sabemos ainda que ele deveria ser o cara que proporciona diversão, por algumas horas, para os outros jogadores na posição de um contador de histórias e, também, como uma espécie de árbitro, avaliando de forma justa as ações e decisões dos jogadores.
No entanto, para nossa infelicidade, há um sem número – espero que não tão grande – de pessoas que “se dispões” ao papel de mestre-narrador e acabam sucumbindo ao poder que essa posição lhes fornece. Vejam bem, como mestres, vocês são os detentores do destino de tudo e todos no mundo dos personagens dos jogadores.
Sendo um mestre, você pode, simplesmente, decidir que um dos jogadores sucumbi para um infarto fulminante do miocardio, como também para um alien de quatro mestros de altura ou mesmo para uma pedra que estava no meio do caminho. De modo análogo, você também decide se os personagens se sairão bem em suas aventuras, seja colocando desafios fáceis, trapaceando para que eles ganhem as batalhas ou que eles consigam responder os desafios.
Mestre, você tem o poder nas mãos. Se quiser que tudo se exploda, você pode fazê-lo, mas não o fará! O porque? Bem, você precisa dos jogadores para ser um mestre e tomando essa atitude, você nnao terá mais jogadores. Mas, como disse, há quem sucumba a esse poder e simplesmente faz o que pode para os realizar seus desejos sadísticos de causar mal a alguém.

Bom, esses sádicos – não encontrei palavra mais leve, tampouco que melhor definisse – se aproveitam de suas posições para poder fazer com que os personagens se saiam mal. Descontam seus problemas na sessão, aliviando a própria tensão, porém, deixando os jogadores, muitas vezes seus amigos (?!), tristes e zangados com essas atitudes.
É certo que os mestres podem e devem colocar monstros, vilões, desafios e enigmas mais e mais difíceis para os jogadores baterem cabeça. Eu mesmo faço isso. Tento “forçar” os jogadores a pensar. Mas, simplesmente colocar algo impossível de se bater e ainda vangloriar-se na cara do jogador, com uma satisfação que tira a vontade de qualquer um de estar ali.
Alguns desses chegam a gritar bem algo “Ah-ha! Tirei um crítico, agora seu personagem morre”, com tamanha alegria que é como se fosse uma competição. Coisa que passa longe de ser. Bem… pelo menos deveria. Não é verdade?
Há desses que se aproveitam de uma maneira pior: chatageiam jogadores, dizendo que seus personagens podem não se sair bem nas rolagens ou ter um destino ruim na sessão, se a vontade dele, sádico, não for atendia! Isso é um absurdo! Eu mesmo, recentemente, presenciei uma dessas, mas não vem ao caso comentar mais aqui.

Eu já falei e repito: Ainda acho a conversa a melhor solução a se tomar. Se você e seu grupo se virem numa situação parecida, sejam sinceros. Falem que não estão gostando da forma que o mestre está agindo, que não estão se divertindo e deem seus feedbacks para que ele veja o quão errado está indo.
Todavia, se o caso se repete há tempos ou o indivíduo não deu ouvido às reeinvindicações de vocês, fazendo a conversa entrar por um ouvido e sair pelo outro, tomem atitudes mais drásticas. Escolham outro mestre entre vocês e coloque o atual como jogador e torça para que ele não se torne um jogador problemático ou, simplesmente, arrumem um outro mestre, esperando que ele não seja igual nem pior que o atual.
Bem provável que muitos de vocês já tenham passado por situações parecidas com as que disse aqui, mas gostaria que vocês deixassem aí, nos comentários, suas experiências e soluções para esse problema. Quem sabe não é exatamente a maneira que alguém procurava para lidar na própria mesa? No mais, um grande abraço e até amanhã, com mais outro post!
Hail, Hail… Revolution begins….rsrsrsr
Ainda existem muitos mestres assim. Mas isso tende a mudar quando temos um grupo interessado no verdadeiro jogo de RPG.
.-= João Eugênio Brasil´s last blog ..Jogos de Tabuleiro – Catacombs =-.